Te deixarei. Pois é preciso recolher as folhas que caem neste outono, quase sem fim.
Te deixarei, pois o vento lá fora é mais forte que meu sussurro em teu ouvido. Te deixarei pois é daquela coisa toda que não tem aqui dentro que precisas. Te deixarei, enfim. No fim. Te deixarei, por mim. Não que não te ame.
Não que não te queira. Não que não haja dor, aqui no peito. Não que não haja lágrimas, meu rosto é estático, molhado e vermelho.
Não é que não te ame. Amo tanto que te deixo. Pois esse amor, que eu amo tanto, não depende de tua presença para existir.
Te amei, desde o princípio, na ausência e assim será no fim.
É preciso haver coerência, baby. Somos, seremos, coerentes com essa história quase sem começo e que esquece de acabar.
Deixe que as minhas aspas tatuadas te sejam o silêncio mais gritante, deixe que as reticências em minha pele sejam tua continuação... sejamos coerentes com nossas paixões de agora pouco.
Eu te pedi para que não me cobrasses, e hoje me cobras. Não te encho de perguntas. Encho-te de exclamações.
Sou teu sol, sou Lua tua.Mas, te deixarei. Pois a lua brilha a todos que conseguem vê-la.
Estou na fase cheia. Se assim preferes. É possível ver-me de longe. Distância é o que te peço, hoje. Perdão.
Te deixarei. Pois no outono apesar de os amantes esconderem-se nas casas, a lua ainda brilha. Te deixarei, minha estrela favorita.
Brilhe também.
Por mim.
Para mim.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
E pouco importa!
Pouco importa se vai entender ou se sua imaginação inverterá a ordem dos fatos. Eu simplesmente não me importo.
Não me importo se vai ou se fica, se luta e persisti ou simplesmente desisti.
Qualquer regra desse jogo presunçoso e absurdo que inventamos está sendo quebrada.
Não me importo com a lembrança do seu rosto que já some da minha mente.
Qualquer verdade era apenas minhas. Era o meu desejo, a minha vontade, a minha verdade, o meu amor inventado, o meu amor correspondido, o meu amor destruído.
Eu não me importo com seus ataques ciumentos, com sua vontade forjada de me ver. Pouco importa.
Se quisesse me ver, teria visto. Ao teu lado, desejando que a minha verdade também fosse tua.
Se daqui pra frente vais te sentir livre ou solitário, o problema já deixa de ser meu. Eu sei como vou me sentir. Mas não me importo.
Pouco importa se houve amor, companheirismo, fidelidade ou saudade.
Não me importa se está cansado, se trabalhou muito. Seu humor não mais me atinge. Pouco importa se terá ou não tempo pra mim.
Eu é que não tenho mais esta preciosidade para compartilhar com você.
Já não me importo com as musicas que tocam e me lembram você. Com esta relação desafinada, ainda que seja meio tom. Nossas vidas estão descompassadas.
É tarde demais para qualquer ato ou palavra.
E tudo isso de não me importar, não é raiva, nem ódio é (in) diferença.
Não me importo se vai ou se fica, se luta e persisti ou simplesmente desisti.
Qualquer regra desse jogo presunçoso e absurdo que inventamos está sendo quebrada.
Não me importo com a lembrança do seu rosto que já some da minha mente.
Qualquer verdade era apenas minhas. Era o meu desejo, a minha vontade, a minha verdade, o meu amor inventado, o meu amor correspondido, o meu amor destruído.
Eu não me importo com seus ataques ciumentos, com sua vontade forjada de me ver. Pouco importa.
Se quisesse me ver, teria visto. Ao teu lado, desejando que a minha verdade também fosse tua.
Se daqui pra frente vais te sentir livre ou solitário, o problema já deixa de ser meu. Eu sei como vou me sentir. Mas não me importo.
Pouco importa se houve amor, companheirismo, fidelidade ou saudade.
Não me importa se está cansado, se trabalhou muito. Seu humor não mais me atinge. Pouco importa se terá ou não tempo pra mim.
Eu é que não tenho mais esta preciosidade para compartilhar com você.
Já não me importo com as musicas que tocam e me lembram você. Com esta relação desafinada, ainda que seja meio tom. Nossas vidas estão descompassadas.
É tarde demais para qualquer ato ou palavra.
E tudo isso de não me importar, não é raiva, nem ódio é (in) diferença.
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